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Acesso à água e Agricultura Familiar

Programas sociais Pepsico

O Semi-Árido Brasileiro: a água como pilar de sustentação

A região semiárida brasileira compreende 900.000km2, praticamente a superfície da Alemanha e França juntas em 11 estados brasileiros. Vivem nesta região aproximadamente 18 milhões de pessoas, sendo o mais populoso semiárido do mundo.

Estima-se que, dos 8 milhões de pessoas morando em áreas rurais, dois terços se encontrem a pelo menos 1 hora/dia do local onde há água disponível. A pluviosidade média da região é de 750 mm (superior a de Berlim ou Paris) por ano, o que torna o semiárido mais chuvoso do mundo.

Todavia, apenas 3% da água doce do Brasil está no semiárido brasileiro. O subsolo cristalino apresenta alta salinidade, o que torna a água imprópria para o consumo humano.

A chuva, apesar de na média ser suficiente para atender a demanda da região, é má distribuída física e temporalmente, com um alto índice de evaporação devido às características climáticas da região.

Portanto, o problema não reside na escassez de chuva, mas em como aproveitar o volume de água concentrado e prolongar seu uso para consumo ao longo de todo o ano. Este tem sido o principal motivo de migração populacional da zona rural para a urbana, aumentada de forma crítica em períodos prolongados de ausência de chuvas.

As famílias, compostas em média por 5 membros, é fortemente amparada no papel da mulher no núcleo familiar. Ela provê a água, dentre outras atividades. E desta atribuição de provedora da água, grande parte de seu tempo é tomado (em média 12 horas por semana de forma não concentrada). Deste tempo que dedica a buscar, preparar, filtrar e dispor a água para a família, pouco tempo lhe resta para as atividades produtivas de subsistência e acompanhamento escolar dos filhos.

Cisternas: uma solução simples, barata e eficaz

Em 1999 foi criada a ASA – Articulação do Semi Árido. É uma entidade não formal (articulação) que reúne mais de 700 organizações da sociedade civil (ONGs, igrejas católicas e evangélicas, sindicatos de trabalhadores rurais, dentre outros) e seu objetivo é erradicar a pobreza e a fome na região semiárida brasileira.

A proposta da ASA é a “convivência com o semiárido”. Isto significa que todo o desenvolvimento das propostas de ação da ASA passam necessariamente por pesquisar e implementar tecnologias e processos sociais condizentes com a realidade econômica, social e ambiental da região.

Após criterioso estudo realizado com a participação de especialistas e universidades, a estratégia de construção de reservatórios de águas da chuva no entorno das residências (cisternas) apresentou-se como a forma viável de prover água como base para o desenvolvimento local (cada cisterna armazena 16.000 litros, o suficiente para o consumo humano – cozinhar e beber – para uma família de 5 membros).

A ASA desenvolveu então o Programa 1 Milhão de Cisternas (P1MC), com o objetivo de apoiar 5 milhões de pessoas em zonas de abastecimento consideradas críticas.

Os objetivos do projeto podem ser assim resumidos:

  1. Contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população do semiárido brasileiro por meio de construção de cisternas;
  2. Propiciar o acesso descentralizado à água potável para 1 milhão de famílias, aproximadamente 5 milhões de pessoas;
  3. Mobilizar e capacitar 1 milhão de pessoas em gestão de recursos hídricos;
  4. Implementar um processo de formação, calcado na educação para a convivência com o semiárido e na participação das pessoas e grupos na implementação de políticas públicas.

Público-alvo:

  1. Mulheres chefes de família
  2. Famílias com crianças entre 0 a 6 anos
  3. Crianças e adolescentes frequentando a escola
  4. Adultos com idade igual ou superior a 65 anos
  5. Deficientes físicos e/ou mentais

Mas o programa não trata apenas destes aspectos. A ASA deu início a uma nova fase do programa, principalmente para as famílias já atendidas pela água “elementar” para a sobrevivência: o Programa P1+2, que contempla a implantação de cisternas voltadas à produção de alimentos e criação de animais, seja para consumo próprio, seja para o comércio local.

Com este novo componente do programa, o P1+2, a ASA passa para o segundo estágio do desenvolvimento, focado na criação de uma plataforma produtiva e voltada à melhoria das condições de alimentação e geração de renda.

Como a parceria Instituto Pepsico do Brasil e ASA podem se potencializar mutuamente

Acesso à água e Agricultura Familiar Pepsico

Há uma forte convergência de interesses para ambas as entidades envolvidas, conforme segue:

Focos estratégicos do Instituto Pepsico do BrasilPROGRAMA ASA P1+2
Focar em água:nosso país tem uma das regiões semiáridas mais extensas do mundo, compreendendo 11 estados brasileiros, área equivalente à França e Alemanha juntas, mais de 1.000.000 de famílias em situação crítica de acesso à água;Este é o tema central do projeto.  
Focar em nutrição: essa mesma região do semiárido brasileiro apresenta os piores índices de desenvolvimento humano (IDH), onde a nutrição balanceada é um dos temas de maior criticidade;O Programa P1+2 tem como principal enfoque a qualidade de vida das famílias, principalmente no que se refere aos aspectos de nutrição. Algumas regiões já têm estudos realizados por universidades e poderemos nos beneficiar em termos de aproveitamento de investimentos já realizados.
Focar em agricultura familiar: essa mesma região, novamente, tem sido foco de diversos Programas de Agricultura Familiar (tanto de parte do Governo, através da EMBRAPA), quando através de entidades privadas e do terceiro setor. A agricultura familiar, nestas regiões, é um fator de fixação do homem à terra e uma barreira às migrações internas para zonas de maior índice de urbanização;O Programa P1+2 traz também este componente como um de seus eixos-centrais. Diversas são as técnicas já pesquisadas por eles e que são adaptadas à região do semiárido. Poderemos ter, desta forma, um ganho de tempo, escala e investimentos.
Focar no papel da mulher: os estados do semiárido se comportam como toda e qualquer região de extrema escassez de recursos e oportunidades, ou seja, a mulher é considerada um ponto central no desenvolvimento dos núcleos familiares. Experiências de projetos realizados nestas regiões têm demonstrado o engajamento das mulheres e os efeitos provocados na família. Portanto, ao eleger o semiárido como um ponto de ação, diretamente estaremos focando o papel das mulheres nestas regiões.A mulher é tema-chave do projeto, inclusive como um dos principais critérios de seleção das famílias beneficiadas.

Por fim, mas não menos importante, há outros aspectos que tornam o projeto atrativo:

  1. POSICIONAMENTO ESTRATÉGICO – Diversas empresas estão vinculando suas ações no Brasil à questão do aquecimento global através de ações e projetos na Amazônia. Todavia, entendemos que a questão da água será a próxima onda de preocupação mundial, assim como tem retratados diversos estudos da FAO, WORLD ECONOMIC FORUM e diversos estudos. Já se tem início ao Water Disclosure Project, similar ao Carbon Disclosure Project. Portanto queremos vincular nossas ações a temas relevantes, ligados às principais tendências críticas da sustentabilidade e inovar em termos de posicionamento;
  1. ESCALA – O projeto da ASA, diferentemente de outros projetos que temos estudado no Brasil e no mundo, permite atuar em escala. Seja pela extensão territorial da qual estamos nos referindo, seja pelo histórico do projeto já ter demonstrado que a escala é possível, seja pelos investimentos maciços do Governo Brasileiro e de outras entidades privadas;

A parceria do Instituto PepsiCo com o ASA compreende 3 objetivos:

  1. Apoio financeiro do Instituto Pepsico para a troca de equipamentos da organização;
  2. Intercâmbio tecnológico para a aproximação de tecnologias de utilização da água (e.g. o programa Agro da Pepsico trabalha com grandes produtores e o trabalho desenvolvido pela ASA trabalha com pequenos produtores);
  3. Apoio no desenvolvimento de competências institucionais para a captação de recursos, principalmente no que se refere a comunicação da ‘causa’.

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